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O LADO OCULTO DO ÓBVIO-1°EDIÇÃO

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Bem-vindas e bem-vindos à edição de abril da newsletter da O LADO OCULTO DO ÓBVIO.

Nem tudo que é óbvio é simples, e nem tudo que é simples é visto, por isso criei essa newsletter semanal, para quem gosta de olhar de novo, o cotidiano, a cidade, a si, e perceber o que sempre esteve ali, escondido à vista. Uma mistura do que alimenta o corpo e o pensamento (cultura, literatura, gastronomia e diversão), porque refletir também pode (e deve) ser prazeroso, seja dos 18 aos 100 anos (ou até onde o universo permitir, já que curiosidade não tem idade, só expansão). Toda semana, um convite a pausar, ler, sentir, rir, pensar outro tanto e, talvez, "sair diferente do que entrou". Sem pressa, mas com intenção, porque, no fim das contas, o óbvio… nunca foi tão interessante assim.

"Quando você quer alguma coisa, todo o Universo conspira para que você realize seu desejo” Paulo Coelho (livro O alquimista)

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MEC LIVROS: UMA BIBLIOTECA DIGITAL PARA AMPLIAR O ACESSO À LEITURA NO BRASIL

Ler é uma travessia, um gesto que desloca o olhar e amplia horizontes, vendo o que não estava por lá antes.

O Ministério da Educação lançou, nesta segunda-feira (6), o aplicativo MEC Livros, com quase oito mil obras literárias disponíveis para download gratuito. O objetivo da iniciativa é fortalecer o hábito da leitura e ampliar o acesso à literatura em todo o país.

O APP funciona como uma biblioteca pública online, oferecendo empréstimos digitais de livros autorais, incluindo lançamentos e títulos mais vendidos, além de obras em domínio público. Cada usuário pode realizar empréstimos por 14 dias, com possibilidade de renovação pelo mesmo período. O acesso também está disponível por meio do site oficial meclivros.mec.gov.br.

O acervo reúne autores consagrados da literatura nacional e internacional, como Clarice Lispector, Ariano Suassuna, José Saramago e Gabriel García Márquez, além de títulos premiados e coleções temáticas, ampliando o repertório disponível para diferentes perfis de leitores.

A experiência no aplicativo pode ser personalizada, com opções de ajuste de fonte e contraste, além de recursos voltados à acessibilidade, como suporte para pessoas com dislexia e compatibilidade com leitores de tela.

Outro destaque é a presença de ferramentas de recomendação e acompanhamento de leitura, que permitem ao usuário explorar novos títulos e organizar seu percurso literário dentro da plataforma.

Para ampliar continuamente o acervo, o MEC já firmou parcerias com instituições como a Fundação Biblioteca Nacional e mantém articulações com outras entidades culturais e editoriais, consolidando o MEC Livros como uma iniciativa estratégica de democratização do acesso ao livro no Brasil.

Mas, para além da tecnologia e do acesso, permanece uma questão essencial: ler ainda é um ato de escolha — e de formação. Não há escrita consistente sem leitura atenta. É na convivência com as palavras dos outros que se constrói a própria voz. Ler é, também, uma forma de viajar sem sair de casa, de deslocar-se por dentro, de experimentar mundos e ideias que não cabem na rotina.

Talvez o maior potencial de iniciativas como essa esteja justamente aí: não apenas no número de títulos disponíveis, mas na possibilidade de formar leitores — e, quem sabe, escritores.

Fica, então, o convite: começar por caminhos já trilhados e sempre renovados. Como em O Diário de um Mago, de Paulo Coelho, em que a jornada é também interior; em Afirma Pereira, de Antonio Tabucchi, onde consciência e escolha se entrelaçam; e em O mago, o santo, a esfinge, de Fernando Pinheiro, que convida à reflexão simbólica e existencial.

​Porque, no fim das contas, ler continua sendo uma das formas mais potentes de ampliar o mundo, mesmo quando se está exatamente no mesmo lugar.

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FLORISMAR GASPAROTTO: ENTRE A PALAVRA, A ESCUTA E O RECONHECIMENTO INTERNACIONAL.

A trajetória de Florismar Gasparotto confirma o que a tradição oral sempre soube: contar histórias é, antes de tudo, um ato de construção de mundo. Escritora, benzedeira, contadora de histórias e psicóloga, Florismar vem consolidando sua atuação no campo da arte lítero-narrativa, transitando entre educação, cultura e formação sensível.

Recentemente, seu nome ganhou ainda mais projeção com a confirmação de sua participação na 1ª edição internacional do Prêmio Baobá, que acontece entre os dias 7 e 14 de julho, em Benguela, Angola. O reconhecimento marca não apenas um percurso individual, mas também a potência da oralidade brasileira em diálogo com territórios africanos, reafirmando vínculos históricos e culturais.

RECONHECIMENTO INSTITUCIONAL E POLÍTICO

No Brasil, Florismar foi homenageada pela Assembleia Legislativa de Goiás, que, em parceria com o Grupo Gwaya – Contadores de Histórias da UFG e a Academia Brasileira de Contadores de Histórias, promove a cerimônia de entrega da Comenda do Mérito Legislativo. A iniciativa, proposta pelo deputado estadual Mauro Rubem, integra um movimento mais amplo de valorização dos contadores de histórias como agentes culturais e educacionais.

O evento também coloca em pauta um documento construído coletivamente pelo Congresso Nacional dos Contadores de Histórias, indicando diretrizes e caminhos para o fortalecimento da arte narrativa no Brasil — campo que, embora historicamente presente, ainda busca maior reconhecimento institucional.

A PALAVRA COMO FERRAMENTA DE TRANSFORMAÇÃO

A atuação de Florismar não se limita aos palcos e festivais. Em março, esteve no Colégio CASEB, dialogando com cerca de 200 estudantes do ensino fundamental sobre temas urgentes como machismo e violência doméstica. A atividade evidencia uma dimensão central de seu trabalho: a palavra como instrumento de escuta, reflexão e transformação social.

Nesse contexto, a narrativa deixa de ser apenas ficção e se torna mediação — um espaço onde experiências são compartilhadas, questionadas e ressignificadas.

ENTRE O DIGITAL E O LÚDICO

Outro aspecto relevante de sua produção está na relação entre literatura infantil e tecnologia. Para Florismar, o digital não substitui o livro, mas amplia suas possibilidades. Em obras como O Espírito do Dragão e o Balanço da Vida, a autora explora o uso de cores, texturas e elementos interativos como forma de aproximar o pequeno leitor da narrativa.

A proposta não é romper com o tradicional, mas tensioná-lo: criar experiências de leitura que dialoguem com o imaginário contemporâneo sem perder o vínculo com o sensível.

CONTAR PARA PERMANECER. Em um tempo marcado pela velocidade e pela fragmentação, a presença de contadores de histórias como Florismar Gasparotto reafirma a importância da escuta e da memória. Sua atuação, entre escolas, instituições, livros e palcos,  aponta para uma prática que não apenas preserva narrativas, mas também produz sentido.

Porque contar histórias, no fim, é isso:
um modo de permanecer, e de fazer o outro permanecer também.

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O ANO DE 2026 SERÁ DE FATO UM ANO DE GRANDES MUDANÇAS. UMA TELA EM BRANCO, COMO DIRIA JUNG.

Para Carl Gustav Jung, a astrologia não se trata de uma ciência exata, mas de um sistema simbólico capaz de revelar padrões do inconsciente coletivo e auxiliar no autoconhecimento. Nesse sentido, planetas, signos e movimentos celestes funcionam como espelhos da psique, traduzindo arquétipos universais e tendências profundas da experiência humana.

É sob essa perspectiva que o céu de 2026 ganha relevância. O ano não passa despercebido. Marcado por eclipses, alinhamentos raros e movimentos planetários significativos, apresenta-se como um período de virada, menos sobre transições suaves e mais sobre revelações, curas e reposicionamentos. A combinação entre Saturno e Netuno em Áries inaugura um ciclo que exige coragem com propósito: sonhos deixam o campo das ideias e passam a demandar estrutura, disciplina e ação.

Ao mesmo tempo, a permanência de Plutão em Aquário reforça temas coletivos como inovação, tecnologia e transformações sociais, tensionando estruturas antigas e convidando a novas formas de pensar pertencimento, liberdade e poder. Com o avanço de Urano para Gêmeos, o cenário se intensifica: ideias mudam, identidades se deslocam e a instabilidade criativa se torna motor de reinvenção.

Entre setembro e novembro, Vênus retrógrada em Escorpião adiciona uma camada emocional mais profunda ao ano, trazendo à tona revisões nos afetos, nas relações e nos vínculos mais íntimos. Não se trata apenas de mudança externa — mas de transformação interna.

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ENTRE O CÉU E AS ESCOLHAS

Mais do que previsões, 2026 se apresenta como um convite à consciência. À maneira do pensamento junguiano, o céu pode ser lido como linguagem simbólica, não como destino, mas como possibilidade de interpretação.

Os movimentos do céu não determinam, provocam. Indicam tensões, abrem caminhos, mas exigem posicionamento.

Se há uma síntese possível para o ano, talvez seja esta:
não basta sonhar é preciso sustentar o sonho.

E, nesse processo, cada escolha se torna parte de um redesenho maior:
do indivíduo, das relações e do próprio tempo em que vivemos.

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OS SIGNOS EM 2026: UM ANO DE REVISÃO E MOVIMENTO

Áries
Renascimento em curso. O signo é chamado a alinhar sonho e ação, com maturidade e coragem. Novos projetos e relações pedem autenticidade.

Touro
Ano de introspecção e cura. Questões internas emergem, enquanto transformações financeiras e profissionais exigem adaptação e firmeza.

Gêmeos
Reinvenção da identidade. Mudanças rápidas marcam pensamento, propósito e imagem. Um ciclo de expansão mental e libertação de antigas crenças.

Câncer
Maturidade emocional aplicada à vida pública. A carreira exige estrutura, enquanto o mundo interno pede atenção e equilíbrio.

Leão
Expansão com responsabilidade. Novas experiências ampliam horizontes, mas exigem comprometimento. Relações passam por transformações profundas.

Virgem
Processo intenso de depuração. Medos e padrões são confrontados. Mudanças no trabalho e na rotina exigem reorganização completa.

Libra
Relacionamentos em foco. Idealizações se desfazem, abrindo espaço para vínculos mais reais. Criatividade e pensamento se expandem.

Escorpião
Reorganização da vida prática. Trabalho, saúde e rotina pedem disciplina. Processos emocionais e familiares entram em transformação.

Sagitário
Criatividade em alta, com necessidade de responsabilidade. Relações se tornam instáveis, enquanto a comunicação ganha força e impacto.

Capricórnio
Olhar voltado para o lar e as emoções. Estruturas familiares mudam, e a relação com autoestima e finanças se fortalece.

Aquário
Ano de metamorfose profunda. Identidade, corpo e forma de existir passam por transformação intensa, com Plutão atuando diretamente no signo.

Peixes
Ancoragem na realidade. O signo deixa um ciclo de dissolução e entra em um período de construção concreta, especialmente no campo financeiro e pessoal.

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